Jul 11, 2020 Última Atualização em: 4:47 PM, Jul 10, 2020
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Neste momento de isolamento social, é normal estarmos diariamente expostos ao bombardeio de informações e notícias sobre a pandemia do novo coronavírus (covid-19) o que resulta em um estresse e preocupação que acabam prejudicando a saúde mental e até física das pessoas. 

É importante, nesta situação, evitar pensamentos negativos, pois o isolamento social não é uma punição e, sim, preservação e contribuição para o bem de todos. Permanecer em casa por um tempo é necessário, mas é não é definitivo. Crie momentos de cuidados pessoais como hidratar o cabelo, cortar e fazer as unhas, experimentar receitas na cozinha, escutar músicas que você gosta, ler livros e fazer cursos de forma online. 

Além disso, é possível evitar a solidão durante o isolamento social ao manter o contato com amigos e familiares por telefone ou pelas redes sociais. Também é importante não ficar fazendo nada, pois isso prejudica a sua saúde mental. Procure fazer exercícios físicos em casa ao seguir diversos vídeos disponíveis por profissionais na internet, aprenda coisas novas e busque realizar um projeto ou desafio neste período.

Caso compartilhe a casa com outras pessoas, envolva a família toda em atividades domésticas, ao dividir as refeições, momentos de limpeza e higiene, para não sobrecarregar ninguém e ocasionar estresse. É importante pensar nos outros nesse momento, devemos oferecer ajuda com responsabilidade para garantir a sua segurança e a do próximo. Evite que as suas ações coloque você e as outras pessoas em risco.

A Seção de Saúde do Idoso ligada a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul divulgou uma série de orientações específicas para o público idoso, categoria de risco do novo coronavírus (covid-19).

Entre as recomendações da pasta para a terceira idade, está a adoção de medidas para restringir o contato social, ou seja, é importante para os idosos se manterem em casa e só saírem em casos de extrema necessidade. Além disso, também ajuda evitar aglomerações, reuniões, participação em festas, cultos, missas e viagens e se privar do contato com pessoas que retornaram recentemente de viagens e com menores de 12 anos de idade. 

Para idosos em condição de vulnerabilidade, o isolamento total não deve ser feito, porém é importante intensificar condutas de diminuição de risco para o contágio pelo Covid-19 e deve-se priorizar o contato telefônico e/ou eletrônico, quando possível. 

Caso a pessoa idosa apresente coriza, tosse e dor de garganta que lhe cause incômodo, além de febre (para os de idade entre 60 e 79 anos), é recomendado procurar uma unidade básica de saúde. É importante procurar uma emergência hospitalar ou unidade de pronto atendimento quando apresentar febre (para os de idade de 80 anos ou mais), falta de ar, sensação de cansaço para esforços de rotina ou sensação de fraqueza grave, confusão mental ou alteração comportamental, sede excessiva e dor abdominal, principalmente do lado direito.

Outra recomendação da Secretaria Estadual de Saúde é evitar a automedicação, não utilizar antibióticos, vitamina C e corticoide sem conhecimento do médico. Além disso, segundo orientações da pasta, usuários de medicamentos para tratamento da hipertensão devem ser utilizados normalmente conforme prescrição médica. 

Para mais informações e recomendações, os telefones disponibilizados são o 136 (Ministério da Saúde), o 150 (Secretaria Estadual de Saúde) e o 192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU).

Os idosos estão entre as pessoas que são mais vulneráveis ao novo coronavírus (COVID-19). Por causa de um sistema imunológico deficiente por causa da idade, a ida a hospitais com mais frequência e por pulmões e mucosas mais frágeis, os idosos acabam se tornando o grupo mais afetado pela doença.

É necessário que os idosos estejam com as vacinas em dia, controlar possíveis casos de diabetes e outros problemas como doenças cardíacas. Além disso, as autoridades de saúde recomendam que é importante o idoso manter-se fisicamente ativo e reduzir, quando possível, as idas a hospitais para evitar o contágio.

Outras recomendações são as mesmas direcionadas a outras faixas da população: lavar bem as mãos, afastar-se de pessoas com suspeita de infecção e tentar não levar uma vida sedentária e não fumar. Também é importante evitar sair de casa, caso apresente algum sintoma da doença

A recomendação é que os idosos bebam líquidos como água, suco ou leite etc., mesmo que não tenham sede. A orientação é de um grupo de pesquisadores ligados ao Departamento de Cuidados Primários e Saúde da População do University College, em Londres, na Inglaterra.

Após uma entrevista com nove cuidadores informais e 24 idosos em risco de desnutrição e desidratação, os pesquisadores concluíram que idosos podem se beneficiar com o incentivo para o consumo de líquidos mesmo que não tenham sede.

Com os resultados da pesquisa, foi identificado que não existe um padrão de consumo de líquido comum entre os entrevistados, pois alguns bebem muito pouco e outros consomem mais líquidos. Por exemplo, uma mulher com mais de 75 anos admitiu que tomava apenas um copo de cerveja por dia. Outra entrevistada, que possui mais de 90 anos, admitiu que é necessário um consumo maior de líquidos, porém no dia da entrevista bebera apenas duas xícaras de café preto.

Muitos idosos relatam que a diminuição do consumo de líquidos está relacionado a falta de sede, o temor de incontinência urinária, o difícil acesso a banheiros públicos e a redução do apetite. Outros relataram também o problema de redução da mobilidade.

Para solucionar este problema, o grupo de pesquisadores sugere o desenvolvimento de programas de apoio à hidratação dos idosos, ao invés de indicar apenas que é necessário o consumo entre 1.5 e 2 litros de água por dia e intensificar em períodos mais quentes do ano. Além disso, todos os entrevistados afirmaram estarem disponíveis para receber apoio para manter a ingestão de líquidos com o objetivo de evitar a desidratação e os efeitos prejudiciais.

Em reportagem de 17 de fevereiro (segunda-feira), o site GaúchaZH revelou uma nova tentativa de golpes contra os idosos. Dessa vez, um morador de Porto Alegre, de 69 anos, recebeu uma ligação de que a esposa teria R$ 137 mil a receber em três parcelas como forma de compensação pelo Plano Collor. No entanto, para receber este valor, era necessário depositar R$ 1.498,80 para custos de despesas com documentação.

O idoso foi buscar uma orientação com a gerente do banco onde possui conta e descobriu que estava prestes a cair em um golpe. Este crime também afetou outras pessoas idosas. Também pelo telefone, uma senhora de 78 anos foi comunicada que o marido, já falecido, teria um valor a receber como indenização pelo mesmo plano. Porém, a mulher não teve a mesma sorte, pois acabou depositando R$ 1.5 mil na conta bancária aos estelionatários. Ela só descobriu que havia algo errado quando recebeu um novo pedido para depositar R$ 5 mil.

Essa é mais uma tentativa de golpe que estelionatários estão usando contra aposentados, pensionistas e idosos. No primeiro relato, o idoso recebeu a ligação de um homem que identificava-se como "doutor Eduardo" e diziar ser membro do Conselho Nacional da Previdência. Nesta ação, o golpista informava que as ações foram movidas por unidades da federação e que o Rio Grande do Sul era o primeiro a ser contemplado. E entre as pessoas a receberem o depósito, de acordo com a narrativa do golpista, estava a esposa do idoso.

"É preciso sempre desconfiar dessas ligações sobre valores que você tem a receber, principalmente quando possuem valores, por isso, nunca forneça dados pessoais por telefone ou outros meios. Caso tenha algum processo em aberto, contate seu advogado ou os órgãos oficiais" sugere o presidente da FETAPERGS Léo Altmayer.

Com a aprovação do pacote anticrime, o estelionato passou a ser crime de ação condicionada quando as vítimias possuem até 70 anos. Portanto, o delito pode ser registrado, porém a investigação só é aberta se a pessoa lesada concordar. No entanto, fazer apenas o registro é importante para a polícia reunir informações para outras investigações. 

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