Previdência confirma aumento de apenas 6,08%
Benefícios superiores ao valor do salário mínimo serão reajustados pelo índice de inflação do IBGE
João Carlos Moreira
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07/01/2012 11:01
Os aposentados e pensionistas do INSS que lutaram por um reajuste de 11,67% dos benefícios de quem ganha mais do que um salário mínimo tiveram uma ducha de água fria nesta sexta-feira. O Ministério da Previdência Social informou que o aumento ficará limitado a 6,08%, o que corresponde ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 2011, inflação medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O anúncio do reajuste de 6,08% confirmou a decisão da presidente Dilma Rousseff de não conceder aumento além da inflação para aposentadorias e pensões superiores ao salário mínimo, que desde de 1 de janeiro é de R$ 622. A medida irritou representantes de sindicatos e associações de aposentados, que negociaram o reajuste maior com os aliados do Palácio do Planalto no Congresso, durante a votação do orçamento do governo federal para 2012. As conversas, no entanto, não deram resultado.
“O governo foi duro, não chegou nem mesmo aos 6,3%. Concedeu só a inflação e mais uma vez está prejudicando os aposentados. É o segundo ano que ela (Dilma) nos prejudica”, disse Warley Martins, presidente da Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas). Segundo ele, o aumento pela inflação achata ainda mais os ganhos dos segurados da Previdência Social.
Teto / O próprio Ministério da Previdência admitiu nesta sexta que, com o reajuste concedido, cerca de 311 mil beneficiários que recebiam pouco acima do mínimo agora passarão a receber o piso. Martins, no entanto, estima que esse número pode chegar a um milhão de segurados. Já o teto da Previdência deve passar de R$ 3.689 para 3.913,29 (veja outras faixas de rendimento no quadro acima.
Os 11,67% reivindicados pelos aposentados correspondem a 80% do PIB (Produto Interno Bruto) de 2010, mais a inflação que era esperada para 2011. Os segurados do INSS argumentam que o percentual é importante para recuperar o poder de compra dos benefícios com valores superiores ao salário mínimo. Quem ganha o equivalente ao piso teve reajuste de 14,2%. Havia expectativa de que a inflação ficasse em 6,3%, mas, com a confirmação para baixo, o aumento dos segurados que recebem acima do mínimo ficou aquém desse percentual.




